Para ouvir:

Sortimento
Difícil afirmar isso, principalmente pra uma fã tão incondicional como eu, mas tenho considerado muito a possibilidade de encarar o Sortimento como o melhor disco da Zélia Duncan. Diria que é um dos discos obrigatórios de quem gosta da "nova" música brasileira.
Saraiva
Americanas.com
Submarino
Som Livre

Para ver:

Clube da Luta
Acho que mesmo que eu adorasse filme de porrada não teria gostado tanto de Clube da Luta. É surpreendente, tudo bem, mas o que me conquistou nele foi a loucura, que eu identifiquei como muito próxima da minha.
Saraiva (VHS)
Saraiva (DVD)
DVD World (DVD)
Submarino (DVD)

Para ler:

Diário Noturno
Sempre gostei de brincadeiras com a nossa Língua. Mas o livro do Gabriel, pra mim, vai além disso: é mesmo um instrumento de trabalho, que eu já aproveitei como exercício de articulação dos sons da fala, e vou usar em questões referentes a leitura e escrita. Recomendo especialmente para os fonoaudiólogos que me visitam.
Submarino
Saraiva
Sodiler
Siciliano
Quarta-feira, Julho 26, 2000

Quem já ouviu todo o mais recente cd da Marisa Monte, o Memórias, crônicas e declarações de amor? Eu vou confessar: não fiquei encantada de cara, como aconteceu com todos os outros discos dela. Quem sabe, com o tempo?

Já ouvi de gente amiga - e de bom gosto - que Amor, I love you seria considerada brega se gravada por uma dupla sertaneja... mas que de tanto ouvirmos vamos nos apaixonar por ela. Não achei a música tão ruim assim, mas não fiquei empolgada durante todo o disco. Sei lá, parece que demora pra engrenar...

Mas tenho que ser justa: já li duas excelentes críticas ao show da Marisa, uma vinda de uma amiga, e outra na Istoé online. E confio nelas. E não é porque conheço as pessoas que criticaram, mas porque eu já vi Marisa Monte ao vivo, no show do Marisa Monte e no do Cor de rosa e carvão e, menino, ela é demais! Então, quando ela vier a Brasília, vou conferir, e quem sabe vocês não vão me ver dizer: "Que máximo! Essa é a Marisa Monte que eu sempre admirei!"
Por Vanessa às 23:03 | link | comentários


Domingo, Julho 23, 2000

Alguns amigos que vieram ontem ao Atalanta estranharam por que não falei da Zélia Duncan logo de cara. É que eles sabem o quanto eu a adoro. E tenho muitas razões pra isso: musicalmente, ela é demais, e como ídolo, tem o dom de apaixonar quem a ouve.

Já fui apaixonada por vários cantores, ao longo dos anos. Mas nunca tive oportunidade de conhecer muitos fãs deles, exceto pelos encontros eventuais em alguns shows. Agora, com a internet, encontrei vários fãs da Zélia, e é unânime: todas essas pessoas têm uma paixão meio inexplicável por ela. Eu acho curiosa essa idolatria. Fico imaginando o que é que alimenta esse comportamento.

De qualquer forma, o que importa mesmo é a música. Contra o baixo-astral, nada melhor que uma boa dose diária de Zélia, em alto e bom som. Todos os seus discos são ótimos, mas pra quem não sabe por onde começar eu sugiro o Zélia Duncan, de 1994, que tem duas das canções dela de que mais gosto: Não Vá Ainda, que me emociona sempre, e Tempestade , que ganhou uma força incrível nos shows, com aquele surdo e a canção de Chico Science. Se você não conhece, vá conferir, que com certeza não vai se arrepender.

Veja mais sobre Zélia Duncan no site oficial e nas páginas dos fã-clubes Um Jeito Assim e Bom Pra Você.
Por Vanessa às 22:53 | link | comentários


Sexta-feira, Julho 21, 2000

Enfim, está pronto o Atalanta. Como foi que cheguei aqui? Um pouco pela insistência do Marcus, que foi quem construiu o site, mas também pela vontade de falar de uma das coisas de que mais gosto na vida: música.

Não consigo viver sem ela! E não sei fazer muito mais do que cantar as canções de que gosto, e ainda assim sem nenhum profissionalismo.

Acontece que de vez em quando fico analisando alguns dos meus principais ídolos. Que palavra estranha de se escrever: ídolos. Sugere uma devoção, algo além da admiração pelo trabalho e talento de alguém.

Enfim, voltemos à origem do Atalanta... Se há alguém que me agrada além da admiração, e que portanto não soaria estranho chamar de ídolo, é o
Chico Buarque. E foi por causa dele que o Atalanta surgiu.

Um dia eu estava no carro com o Marcus, e tocou Bye Bye Brasil, com o Chico, na Rádio Câmara. Aí eu fiquei ouvindo e falei pra ele: "ainda tem gente que diz que o Chico é bom compositor, mas não é bom cantor. Só porque ele não tem uma voz "boa", segundo padrões que eu nem sei analisar. Ele é um bom cantor. Ele sabe valorizar suas canções.

Em Bye, Bye, Brasil, por exemplo: no pedaço em que ele fala que as fichas já vão terminar, começa a cantar com urgência, como se quisesse mesmo aproveitar o restinho de tempo que falta. E daí pra frente tudo vai sendo cantado dessa maneira, com urgência, mostrando ao mesmo tempo ansiedade por ter que desligar o telefone, mas um certo alívio também.
Aí alguém diria: mas a letra é que diz isso; o Chico é bom compositor. E eu insinsto: não, não é só a letra! Se você ouve essa canção no songbook do Chico Buarque, vai perceber o quanto ela está diferente.

É isso aí: ele pode não ter a voz mais limpa e bela do planeta. Mas não é bom só pelo que compõe, e sim porque sabe cantar o que compõe, mostrando pra gente o que quis dizer com aquilo.
(Valeu, Chico, por inspirar a criação desse site.)

Fiquem à vontade. Reclamem, critiquem, elogiem, discutam, opinem sobre músicas e músicos.
Escrevam para o meu email: vanessa@atalanta.art.br, ou assinem o livro de visitas.
Por Vanessa às 18:02 | link | comentários




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