Renato, o dj
Hoje eu fiz uma coisa legal, embora imprópria pra hora
(tinha que dormir cedo, porque terei aula amanhã até 10 da noite).
Coloquei um monte de música pra tocar, umas duas ou
três faixas de cada cd, tipo seleção de dj, mas não necessariamente
pra dançar. (Teve dois discos que ouvi inteiros:
Pedro Camargo Mariano e Rita Ribeiro).
Mas o legal disso não foi só ouvir canções que há muito não escutava.
Foi, sim, lembrar de um grande amigo que fazia isso todo
fim-de-semana, quando a gente ia pra casa dele.
Alô, Renato!!!!
Ele tinha um milhão de discos (vinil, mesmo), de tudo que
se pode imaginar. No começo era só coisa boa, indiscutivelmente.
Depois ele foi ficando mais eclético e, claro, foram surgindo
umas coisas "exóticas" (Gretchen, por exemplo...)
Mas isso não importa, porque ele só colocava pra gente o que
tinha de melhor. E quando a gente tava indo embora de sua casa,
vinha a maior tortura: as melhores músicas, aquelas que
a gente só ouviria lá.
Era uma delícia, ficávamos na escadinha da porta, às vezes até
sentávamos, pra esperar acabar alguma predileta. Que saudade...
Lembra
quando eu falei da nostalgia causada pelo Acústico do Capital
Inicial? É mais ou menos a mesma sensação.
Sorte que hoje a vida também é boa, apesar de totalmente diferente.
E que há muita gente boa que eu nem sonhava ouvir naquele tempo.
Valeu, Renato, por aquelas manhãs, e pela lembrança. Um beijo pra você
e para os seus.