Amanhã foi só uma forma de expressão...
O livro que tou acabando de ler é
O evangelho segundo Jesus Cristo,
de José Saramago. É muito doido, mas pra mim ainda soou mais
normal que pra quem não admite transgressões com o que é
"sagrado".
Eu gosto do Saramago, não só pela linguagem mas também por
essa coisa de meter fatos históricos em seus romances ou,
como no caso do
Ensaio sobre a cegueira, de falar de coisas
tão sórdidas e passíveis de acontecer com qualquer um.
E, finalmente, ganhei da Helena o livro do
Gabriel, o Pensador:
Diário noturno, com textos de várias épocas, desde redações
escolares até escritos insones.
De modo geral, os temas do Gabriel são meio recorrentes
e, às vezes, até um tanto óbvios. Mas o que me atrai nele
é o domínio que tem das palavras, os jogos que faz com a lingua.
Além de achar os textos interessantes, eles ainda têm
a vantagem de ser úteis no meu trabalho, por suas repetições de
fonemas e algumas tramas fonológicas.
Apesar de ele ter me enquadrado na categoria das burras,
ou talvez até por isso :) , eu gosto desse tipo de inteligência
que o Gabriel tem pra escrever.