Para ouvir:

Sortimento
Difícil afirmar isso, principalmente pra uma fã tão incondicional como eu, mas tenho considerado muito a possibilidade de encarar o Sortimento como o melhor disco da Zélia Duncan. Diria que é um dos discos obrigatórios de quem gosta da "nova" música brasileira.
Saraiva
Americanas.com
Submarino
Som Livre

Para ver:

Clube da Luta
Acho que mesmo que eu adorasse filme de porrada não teria gostado tanto de Clube da Luta. É surpreendente, tudo bem, mas o que me conquistou nele foi a loucura, que eu identifiquei como muito próxima da minha.
Saraiva (VHS)
Saraiva (DVD)
DVD World (DVD)
Submarino (DVD)

Para ler:

Diário Noturno
Sempre gostei de brincadeiras com a nossa Língua. Mas o livro do Gabriel, pra mim, vai além disso: é mesmo um instrumento de trabalho, que eu já aproveitei como exercício de articulação dos sons da fala, e vou usar em questões referentes a leitura e escrita. Recomendo especialmente para os fonoaudiólogos que me visitam.
Submarino
Saraiva
Sodiler
Siciliano
Quinta-feira, Setembro 27, 2001

Por mérito de fã dedicada, esse comentário deveria ser da Nessa. Parece, porém, que seu trabalho anda excessivo e seu tempo, escasso.
Então, por nós duas (e também por Helena e Júlia, nossas filhas) eu digo que quem admira a Zélia Duncan mas não conseguiu vê-la ontem no Pátio Brasil, aqui em Brasília, perdeu um ótimo show, e ainda de graça.
Aliás, justamente por ser grátis tínhamos achado que seria mediano, primeiro pelas circunstâncias de um shopping center meio sem espaço apropriado e pela qualidade regular do som, e segundo porque acabaria rápido demais e deixaria um gosto de "quero mais" na boca. Pois nem uma coisa nem outra aconteceram: vimos tudo de perto, o som estava bom e, a despeito de ser um show gratuito e mais curto que os de teatro, o repertório foi excelente, daqueles que em quase todas as músicas a gente pensa: "essa é a melhor".
Dá gosto ver no palco uma mulher que canta e compõe como poucas, é inteligente e ainda bonita, dança bem, parece que domina o espaço ali de cima.
Experimentei uma alegria muito semelhante à que senti quando comprei e ouvi pela primeira vez o Sortimento, uma vontade misturada de rir e chorar (relevem o fato de eu ser uma manteigona derretida!), emoção pura por ouvir música de qualidade.
'Inda bem que tem artistas como ela nesse Brasil século XXI, que como nunca tem consumido música como se consome sabão em pó.
Que a boa safra da música brasileira seja abençoada e prolifere a passoa largos!


Quarta-feira, Setembro 26, 2001

Gostei do Amores Possíeis, que só vi em vídeo, fim de semana passado. Confesso que 'tava meio receosa, por ser da mesma diretora do Pequeno Dicionário Amoroso. Tudo bem que este foi um filme bonito, divertido, bem produzido. Mas sua concepção de relacionamento amoroso me incomodou muito, clichê e machista, que privilegiava a paixão em vez do amor.
Amores Possíveis, por sua vez, ficou menos despretensioso nesse sentido, o próprio fato de investigar três possibilidades bem diferentes evita aquela concepção fechada de que os relacionamentos estão fadados ao fracasso.
Fiquei contente em perder um certo preconceito que tinha adquirido em relação à diretora Sandra Werneck.
E mais uma vez fico feliz com a boa safra do cinema brasileiro. Será que agora engrenamos mesmo na sétima arte? Tomara!
Por Tatiana às 10:36 | link | comentários


Segunda-feira, Setembro 24, 2001

Por Tatiana às 19:18 | link | comentários


'Tou atrasada pra falar desse filme, mas só consegui assistir no penúltimo dia em cartaz aqui em Brasília: Bufo & Spallanzani é, talvez, minha preferência entre os livros de Rubem Fonseca que já li. Por isso fiquei feliz e curiosa quando soube do filme. Saí do cinema divagando sobre algo que me pareceu curioso: é a velha discussão sobre a transposição de uma obra literária para o cinema... No caso do Memórias Póstumas, achei que o fillme ficou ainda melhor pra quem já conhecia o livro, mas acho que gostaria mais do Bufo, filme, se não tivesse lido o livro. É quase impossível ir ao cinema sem a expectativa da história já conhecida, 'inda mais quando já se leu o livro três vezes, como eu já tinha lido esse.
A produção ficou ótima, fotografia e trilha muito boas, Tony Ramos e Isabel Guéron encarnaram muito bem seus personagens. Ele, principalmente, arrasou, não é à toa que foi premiado. Mas fez muita falta o verdadeiro Gustavo Flávio, que pra mim era a grande delícia do livro. Um personagem excelente, metido à besta, irônico, arrogante, mas apaixonante, não seduz só as personagens femininas da história, mas também o leitor... No filme ele é simplesmente outro. José Mayer nem está tão canastrão quanto em suas últimas aparições globais, mas nem física nem emocionalmente o Gustavo Flávio ficou bem caracterizado, e acho que me decepcionei um pouco com isso, justamente porque fiquei imaginando que ator ficaria melhor no papel (um homem grande, gordo, mulato que foi ficando cada vez mais branco, glutão e sátiro, que no entanto não tinha sempre sido assim...). Uma pena não terem investido nele, tão interessante quanto o Guedes, e não tenham marcado mais o contraste entre os dois.
Ainda assim, pra quem é fã do Rubem Fonseca (que afinal participou do roteiro, o que alivia um pouco a vontade de se queixar pela mudança meio radical na história) ou apenas pra quem aposta no cinema nacional, que tem oferecido uma produção numerosa e de qualidade bastante superior à que se via há alguns anos, vale a pena conferir o resultado cinematográfico.
Por Tatiana às 18:57 | link | comentários


Segunda-feira, Setembro 17, 2001

Talvez este assunto não devese entrar nesse blog, que afinal se destina a falar de arte. Mas por isso mesmo quis transcrever o que um aritculista da Folha de São Paulo escreveu no jornal de ontem: também eu fiquei admirada com a sabedoria dos poetas, 'inda mais sendo o Drummond, de quem eu gosto tanto. Eu já conhecia trecho do poema, mas não o final (do que foi transcrito) e filosofei um pouco a respeito: se o poema foi publicado em 1940, e já naquele tempo havia quem percebesse a dor de se curvar e a angústia por fazer algo que libertasse dessa apatia, imagine o que essa sensação vem causando, nesses últimos sessenta anos, naqueles que são excluídos?
Aí vai, na íntegra, o trecho da coluna de Elio Gaspari, na Folha de domingo, 16/9/2001, página A 10:

Drummond viu antes

Sebastião Vargas Neto achou mais uma prova da capacidade que os poetas têm de ver a alma do mundo. Depois da explosão do World Trade Center, lembrou que já tinha ouvido falar do assunto. Foi aos livros e localizou o poema "Elegia 1938", de Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1940. O poeta disse o seguinte:

"Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze.
Ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráves palmeiras.
(...) Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan".



Segunda-feira, Setembro 10, 2001

Ontem, Inteligência Artificial no cinema.
Eu 'tava esperando pela estréia, há dois meses vejo o trailer em todos os filmes a que assisto. Era bonito, instigava a curiosidade, parecia emocionante. Por isso a decepção. O que houve com os roteiros? Será que os caras pensam que bastam um nome consagrado e tecnologia? À medida que a fita ia correndo foi me dando um certo mal-estar, sensação de ter sido ludibriada. Não vou falar muito por ora, tenho pena de criar essa expectativa ruim em quem também tem esperado pra conferir o que parecia ser mais um grande feito de Spielperg. Tudo bem que os tempos são outros, mas é uma pena que a magia do E.T tenha se perdido em nome dos efeitos, apenas.
Vale, de qualquer maneira, a atuação de Haley Joel Osment (ele de novo), que arrebenta mais uma vez.
E por favor, me digam o que acharam, acho que eu até gostaria de ouvir uma opinião diferente, talvez algum argumento consiga diminuir minha decepção...
Por Tatiana às 09:15 | link | comentários


Domingo, Setembro 09, 2001

Nesse fim de semana, o filme em vídeo foi A Corrente do Bem (Pay it Forward). Quando estava em cartaz, li a sinopse e fiquei meio na dúvida. Resolvi ver agora por causa da indicação do meu pai.
É um filme comovente, sobre uma idéia simples de um menino de 11 anos, idéia que demonstra "fé na bondade das pessoas", como diz o personagem de Kevin Spacey. E não é utópico, não mostra só essa bondade, mas a dificuldade que temos em colocá-la em prática. Lindo, emocionante, me deu vontade de chorar o tempo todo, mas eu sou manteiga derretida mesmo, então não precisa se assustar com isso.
Fiquei arrependida de não ter ido ver no cinema: devia pelo menos ter botado fé no elenco, que, além do Kevin Spacey, tem Helen Hunt e Haley Joel Osment (que virou sensação depois d'O Sexto Sentido, não sem razão, eu diria.). Pois se a história e a forma como é conduzida já não fossem suficientes, o filme valeria pelos três.
Quem gosta de se emocionar com o cinema não devia perder essa chance!
Por Tatiana às 17:18 | link | comentários


Quarta-feira, Setembro 05, 2001

Filmes que falam de música. E de músicas. Que deu nesses cineastas americanos? A música deles está tão ruim assim que está incomodando até a eles mesmos?

Se assim é, melhor pra nós. Quem sabe daqui a pouco aquele lixo britineizado e bequistritiboizado implode e a gente volta a ter um pouquinho mais de qualidade no que é vendido mundialmente?

Enquanto essa mágica ainda não encontra seu truque, vamos sendo brindados com filmes como Alta Fidelidade, Duets e
Moulin Rouge. É desse aí que quero falar hoje.

Cara! Incrível! Um pouco doido demais, porque tudo que eu sabia do filme era que se passava em Paris no começo do século (passado, no caso), e metade dessa informação estava errada, porque a época é o final do século (anterior). Cheguei com o filme já começado, sentei na segunda fila, não conseguia ler a legenda e ver as cenas ao mesmo tempo, então demorei pra me situar.

Ao invés de ficar me torturando achando que ia odiar aquelas duas horas que ia perder ali, resolvi mudar de lugar e, então, não foram necessários mais que cinco minutos pra eu dizer: "quero esse filme em DVD!" A primeira coisa que me ocorreu é que ia querer ver com calma pra poder identificar todas e cada um das músicas (lembrem-se que eu não domino necas de inglês!) e me deliciar com o novo jeito de ouvi-las.

À medida que o filme ia rolando, pensei também que ele "consertou" o que eu não gosto nos musicais de Hollywood, aqueles que a mamãe via sem cansar, porque o Moulin Rouge não é tão limpinho como aqueles filmes. Tem as coisas de desenho animado, de fantasia, que já tinha lá, com aqueles cenários e bandas que surgiam do nada. Mas é tudo muito presente, rápido, a tela fica o tempo todo preenchida com as imagens, sei lá. Não é limpinho, clarinho, como nos filmes de Fred Astaire (que também eram ótimos, sem dúvida!).

É muito bom! O cenário lembra um pouco quadrinhos de super-heróis, com aquela coisa toda cheia de detalhes, muito bom mesmo! Fiquei um pouco temerosa de indicar pra qualquer pessoa (meu pai, por exemplo), porque é um filme um tanto ruidoso, mas acho que vale a pena a possível dor de cabeça pelo excesso de ruído temporário.
Por Vanessa às 02:19 | link | comentários


Terça-feira, Setembro 04, 2001

Por Tatiana às 10:24 | link | comentários


Sábado, Setembro 01, 2001

Ontem assisti ao Memórias Póstumas de Brás Cubas. Sou fã do Machado de Assis desde a adolescência, e é claro que esse é um dos meus livros preferidos dele.
Estava, então, muito curiosa pra saber como tinha ficado sua adaptação pro cinema, já que a linguagem especialíssima é sua maior virtude. Pois o filme ficou ótimo! Adorei a idéia de Brás Cubas "recontar" sua história, mais de cem anos depois de morrer, desta vez valendo-se do cinema: saída inteligente pra valorizar a linguagem irônica do personagem sem ter que repetir literalmente a do século XIX. Não vou saber explicar melhor do que o diretor, então vale a pena dar uma espiada no site.
E, se alguém ainda não leu o livro, nem pra fazer prova na escola nem por indicação de vestibular, tente se animar: o filme vai ficar ainda mais saboroso!
Por Tatiana às 11:51 | link | comentários




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