Filmes que falam de música. E de músicas. Que deu nesses
cineastas americanos? A música deles está tão ruim assim
que está incomodando até a eles mesmos?
Se assim é, melhor pra nós. Quem sabe daqui a pouco aquele
lixo britineizado e bequistritiboizado implode e a gente volta
a ter um pouquinho mais de qualidade no que é vendido
mundialmente?
Enquanto essa mágica ainda não encontra seu truque, vamos
sendo brindados com filmes como Alta Fidelidade, Duets e
Moulin Rouge. É desse aí que quero falar hoje.
Cara! Incrível! Um pouco doido demais, porque tudo que eu sabia
do filme era que se passava em Paris no começo do século (passado,
no caso), e metade dessa informação estava errada, porque a época
é o final do século (anterior). Cheguei com o filme já começado,
sentei na segunda fila, não conseguia ler a legenda e ver as cenas
ao mesmo tempo, então demorei pra me situar.
Ao invés de ficar me torturando achando que ia odiar aquelas duas
horas que ia perder ali, resolvi mudar de lugar e, então, não
foram necessários mais que cinco minutos pra eu dizer: "quero esse
filme em DVD!" A primeira coisa que me ocorreu é que ia querer
ver com calma pra poder identificar todas e cada um das músicas
(lembrem-se que eu não domino necas de inglês!) e me deliciar
com o novo jeito de ouvi-las.
À medida que o filme ia rolando, pensei também que ele "consertou"
o que eu não gosto nos musicais de Hollywood, aqueles que a
mamãe via sem cansar, porque o Moulin Rouge não é tão limpinho
como aqueles filmes. Tem as coisas de desenho animado, de fantasia,
que já tinha lá, com aqueles cenários e bandas que surgiam
do nada. Mas é tudo muito presente, rápido, a tela fica o tempo
todo preenchida com as imagens, sei lá. Não é limpinho, clarinho,
como nos filmes de Fred Astaire (que também eram ótimos,
sem dúvida!).
É muito bom! O cenário lembra um pouco quadrinhos de
super-heróis, com aquela coisa toda cheia de detalhes, muito bom
mesmo! Fiquei um pouco temerosa de indicar pra qualquer pessoa (meu
pai, por exemplo), porque é um filme um tanto ruidoso, mas acho que
vale a pena a possível dor de cabeça pelo excesso de ruído
temporário.