Para ouvir:

Sortimento
Difícil afirmar isso, principalmente pra uma fã tão incondicional como eu, mas tenho considerado muito a possibilidade de encarar o Sortimento como o melhor disco da Zélia Duncan. Diria que é um dos discos obrigatórios de quem gosta da "nova" música brasileira.
Saraiva
Americanas.com
Submarino
Som Livre

Para ver:

Clube da Luta
Acho que mesmo que eu adorasse filme de porrada não teria gostado tanto de Clube da Luta. É surpreendente, tudo bem, mas o que me conquistou nele foi a loucura, que eu identifiquei como muito próxima da minha.
Saraiva (VHS)
Saraiva (DVD)
DVD World (DVD)
Submarino (DVD)

Para ler:

Diário Noturno
Sempre gostei de brincadeiras com a nossa Língua. Mas o livro do Gabriel, pra mim, vai além disso: é mesmo um instrumento de trabalho, que eu já aproveitei como exercício de articulação dos sons da fala, e vou usar em questões referentes a leitura e escrita. Recomendo especialmente para os fonoaudiólogos que me visitam.
Submarino
Saraiva
Sodiler
Siciliano

Para navegar:
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Terça-feira, Março 19, 2002

NOTINHA: O Jean Boechat me escreveu corrigindo minha citação de que Vento de Maio era do Lô Borges. Na hora me espantei, porque não me lembrava de conhecer canções do Telo Borges naquele tempo, mas o Jean está certo, e quero pedir desculpas pelo engano.
Por
Vanessa às 10:33 | comentários


Quinta-feira, Março 14, 2002

Ontem eu estava voltando pra casa cantando canções do Chico Buarque. Primeiro Tatuagem, depois me vieram à memória (de forma capenga, por causa do mofo e das teias de aranha) Trocando em miúdos, Atrás da porta e Olhos nos olhos. E aí eu pensei: eu já tinha dito que ao Chico, ou ao seu talento, faz falta uma censura como a dos tempos da ditadura (Deus nos livre dela!), porque as canções daquela época eram muito mais recheadas de artimanhas da língua, pra driblar os censores. Se bem que a inteligência deles talvez não necessitasse muito esforço, é muito legal pensar nos ditos não ditos das canções do Chico censurado.

A Tati discordou de mim dizendo que Futuros amantes é provavelmente a melhor canção de Chico Buarque, com o que eu tenho que concordar plenamente. Mas se pensarmos no geral de suas composições atuais, as antigas têm muito mais sabor.

E aí, ontem, pensei ainda que também o processo, digamos, feminista, a mudança nos casamentos e na posição da mulher em relação aos relacionamentos amorosos, também isso foi muito inspirador pra o Chico, porque suas canções com sujeito feminino são
( )... me faltam as palavras. Vou tentar me explicar: eu cantava e sentia os efeitos daquelas histórias de separação, que não são minhas, porque não passei por iss, mas pensava na minha mãe, em mães que conheci quando era criança e, por que não dizer, em personagens como a Malu de Malu mulher, e era aquilo mesmo que as mulheres viviam naquelas situações.

Não acho de jeito nenhum que tenhamos que ter censura de novo, nem acho que deve haver uma nova "revolução" no comportamento feminino, mesmo porque não acredito nisso que se diz muito por aí, que as mulheres são discriminadas. Não acho nem que seja necessário que o Chico Buarque volte a compor como antes, porque vejo um repertório bom como o dele como uma coisa eterna (que clichê!). Mas foi interessane pensar que talvez os "temas" atuais não ofereçam tanta inspiração, e que essa pode ser uma razão pra que pouquíssimos compositores de hoje sejam capazes de compor com criatividade e inteligência.
Por
Vanessa às 11:31 | comentários




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