Estou ouvindo o novo disco da
Rita Ribeiro. Já ouvi algumas vezes, mas não tinha sido com calma, como agora, sozinha no trabalho (!?), escrevendo e mexendo no computador.
O disco está muito bom, mesmo. A Rita tem uma voz rara, limpa, nem grave demais nem muito aguda, ela faz uns passeios por sua tessitura vocal com a maior propriedade, o que deixa as canções mais lindas ainda do que já são (as regravadas), e faz logo a gente se encantar com as canções novas.
Ao contrário do que senti ao ouvir o segundo álbum da Ana Carolina, esse disco da Rita não faz a gente ouvir com ansiedade até que chegue "a canção que toca no rádio". A gente vai escutando, e quando chega na
Contra o tempo, que é a sétima faixa, a gente pensa: "ah, essa é a que toca no rádio!", e continua ouvindo sem sentir necessidade de repeti-la. Lindas também são
Comigo, em que a letra diz "você vai comigo aonde eu for, você vai bem se vem comigo, serei teu amigo e teu bem, fica bem, mas fica só comigo", e
Uma noite sem você, cujo trecho mais doído é esse: "uma noite sem você é muito tempo e uma vida sem você é muito pouco".
A Tati comentou que a Rita Ribeiro, assim como o Lenine, está cada vez mais "urbana". Não sei bem como vejo isso, mas penso que se essa urbanidade significar que ela vai ficar mais perto do público fora do Maranhão, tá valendo, porque agora o que eu mais gostaria é de vê-la ao vivo. Isso porque sempre que gosto de alguém novo, o show ao vivo costuma reafirmar o talento da pessoa e aumentar meu gosto por ouvi-la.
Pois que venha a Rita Ribeiro pra Brasília, pra eu matar mais essa vontade. Mas espera eu ter dinheiro, tá, Rita?